Mitos sobre amamentação

Embora seja de conhecimento geral que o aleitamento materno é o ideal para mãe e bebê, ainda existem muitos mitos sobre amamentação que podem interferir prejudicialmente neste processo. Selecionamos 10 deles para esclarecer aqui.

 

Vamos à lista:

“Tenho pouco leite”. Esse é um dos mitos sobre amamentação mais repetido pelas mães, mas não é verdade. A produção acontece de acordo com a demanda do bebê. Caso o bebê não esteja ganhando peso adequadamente ou apresentar algum outro sinal de que o leite não é suficiente, é preciso avaliar a amamentação e adequá-la. Mais informações sobre esse tema vocês podem ler aqui.

“Meu leite é fraco”. Outra frase muito repetida pelas mães, geralmente quando o bebê não está ganhando peso adequado. Porém isso é verdade. Mais uma vez é preciso avaliar a amamentação, pois a composição do leite materno é exatamente a que o bebê precisa. Mais informações sobre a composição do leite materno aqui.

“Amamentar deitado causa otite”. Por muito tempo acreditou-se que isso era verdade, pois o leite poderia chegar ao ouvido pela tuba auditiva. Mas estudos recentes mostram que isso só ocorre com bebês que tenham alguma disfunção da tuba. A tuba auditiva sem alteração apresenta um mecanismo de proteção, ela se fecha durante a amamentação, impedindo que o leite chegue ao ouvido médio. Vale ressaltar que isso ocorre  somente na amamentação ao seio, devido à pressão negativa que a sucção exerce. Com o uso de mamadeiras não existe essa pressão.

“Cerveja preta aumenta a produção de leite”. Além de mito, esse ato pode ser prejudicial para a saúde do seu bebê. É importante lembrar que tudo que você ingere é passado a ele pelo leite. E o álcool pode interferir na absorção do leite, além de causar atrasos de desenvolvimento.

“ Folha de repolho ajuda a cicatrizar o peito”. Não existe nenhuma comprovação científica de que isso seja verdade. Além disso existe o risco de infecção se as folhas não forem bem higienizadas. O melhor a se fazer nos casos de feridas nos seios é passar o próprio leite materno, que possui componentes cicatrizantes, e secar ao sol. Ou então usar pomada de lanolina. Mas é PRIMORDIAL uma consulta com uma consultora em amamentação para adequar as mamadas, se não continuará ferindo.

“O uso de bicos artificiais (chupetas, mamadeiras ou intermediário de silicone) não interfere na amamentação”. Interfere sim, pois pode ocorrer o que chamamos de confusão de bicos. O bebê poderá recusar o seio por ser mais difícil (porém mais saudável para o desenvolvimento facial) de sugar do que os bicos artificiais. Mais sobre o assunto aqui.

“O peito fica caído com a amamentação”. Outro dos mais famosos mitos sobre amamentação. Apesar de muito divulgado, não existe nenhum embasamento científico correlacionando “caimento” dos seios com o aleitamento.

“Depois de certa idade o leite materno vira água”. O leite materno continua sendo fonte de proteínas e vitaminas durante todo o período que a criança amamentar. A partir de 12 meses, o leite materno fornece ao bebê:

  • 29% da necessidade energética;
  • 43% da necessidade proteica;
  • 36% da necessidade de cálcio;
  • 75% da necessidade de vitamina A;
  • 76% da necessidade de ácido fólico;
  • 94% da necessidade de vitamina B12;
  • 60% da necessidade de vitamina C.

“Preciso acordar o bebê a noite para mamar”. O bebê saudável, que não apresentar sintomas de desidratação, que tiver ganho de peso adequado etc., não precisa ser acordado para amamentar. Essa necessidade deve ser avaliada pelo pediatra.

“O bebê precisa mamar de 3 em 3 horas”. Quem deverá regular as mamadas é o próprio bebê. É importante deixar que ele mame sempre que quiser pelo tempo que quiser. Cada um tem o seu ritmo, por isso não é possível estabelecer um horário certo para todos.

 

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Lembramos que essas dicas não substituem uma consulta com profissional adequado. As dicas são generalistas, mas cada caso deve ser avaliado dentro de suas particularidades.

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