Mônica Almeida

2
jun

Hiperlactação: o que fazer?

Vocês já ouviram falar em hiperlactação? O que fazer nesses casos? Nós vamos te ajudar!

De uma forma simples e objetiva, a hiperlactação é a produção excessiva do leite materno. Ela ocorre quando a mãe libera uma grande quantidade do hormônio chamado prolactina, que é responsável pela produção do leite. A hiperlactação pode se manifestar ainda durante a gestação, quando a mulher apresenta vazamento excessivo nos seios.

Outros sinais e sintomas comuns da hiperlactação na mãe são:

  • Dor e desconforto permanentes nas mamas
  • Enchimento das mamas muito rápido após o esvaziamento
  • Dor profunda em agulhada
  • Presença de nódulos, áreas sensíveis e firmes
  • Ductos obstruídos crônicos ou mastites
  • Dor intensa ao primeiro sinal de saída do leite
  • Reflexo de ejeção do leite exacerbado
  • Vazamento constante de leite entre as mamadas

 

Sinais e sintomas relativos ao bebê:

  • Engasgos ou tosse frequentes principalmente no começo das mamadas
  • Leite escorrendo pela boquinha durante as mamadas
  • Bebê irritado no seio, dificuldade em manter a pega durante as mamadas, largando o peito abruptamente, se jogando para trás
  • Regurgitação
  • Flatulência, como resultado da fermentação da lactose e deglutição (ato de engolir) de ar devido ao rápido fluxo de leite
  • Fezes explosivas, esverdeadas, que podem causar irritação na área das fraldas
  • Ganho de peso insatisfatório ou bom ganho de peso no início com ganho de peso mais lento posteriormente.

 

E o que fazer em casos de hiperlactação?

É importante lembrar que cada caso deve ser avaliado de forma individual, por um profissional capacitado. Cada mãe e cada bebê podem manifestar sinais e sintomas diferentes, nem todos vão apresentar todos ao mesmo tempo e por isso as condutas podem ser específicas.

De uma forma geral, a mãe que sente muitas dores pode fazer o uso de algum analgésico indicado pelo médico para aliviar. Outra medida para ajudar a amenizar o desconforto é a ordenha, mas atenção: ordenhe somente o suficiente para dar a sensação de alívio. Nunca esvazie a mama por completo!

Ofereça apenas uma mama em cada mamada. Caso o bebê queira mamar em um intervalo muito curto, ofereça a mesma mama. Antes de iniciar a amamentação, retire um pouco do leite, pois no início da mamada o reflexo de ejeção está bem exacerbado. No momento da amamentação, tente ficar mais inclinada para trás, com o bebê em posição mais em pé, evitando assim um fluxo muito grande e consequentemente os engasgos.

Lembrando que nenhuma dica que damos aqui substitui uma consulta. Em caso de dúvidas, entre em contato conosco, ou procure um profissional capacitado na sua cidade para te atender. Estamos sempre à disposição!

31
mar

Medicamento para aumentar a produção de leite

Devo tomar algum medicamento para aumentar a produção de leite?

Muitas vezes as mães nos procuram com a queixa de que tem pouco leite para seu filho. Mas antes de pensarmos em alternativas para aumentar a produção, vamos refletir um pouco sobre isso. O te leva a crer que a produção está baixa?

Na grande maioria das vezes as mães têm uma percepção errônea de sua produção, influenciada pela insegurança em relação a sua capacidade de nutrir seu bebê, pelo desconhecimento do comportamento do recém nascido (que quer mamar com freqüência) e por opiniões negativas e destrutivas de pessoas próximas sem conhecimento.

As causas de real insuficiência na produção do leite materno são o uso de medicamentos que inibem a produção, cirurgia mamária redutora e em casos mais raros, distúrbios na produção dos hormônios envolvidos na lactação (que pode estar relacionado a fatores emocionais, como por exemplo o baby blues ou depressão pós parto) ou pouco tecido mamário. Observe que em nenhum desses casos o uso de medicamento será a solução.

O que garante uma boa produção de leite são o posicionamento e pega correta do bebê, a livre demanda (mamadas curtas e/ou infreqüentes fazem o organismo da mãe achar que não precisa produzir mais leite) e mamãe e bebê tranqüilos e confiantes. O uso de bicos artificiais (inclusive intermediários de silicone) e complemento com fórmulas infantis também terão influência negativa na produção.

Não existe comprovação científica de nenhum medicamento para aumentar a produção de leite. Além disso, essa prática pode ser danosa para você e seu filho. Portanto, se algum profissional prescrever algum medicamento para aumentar sua produção, questione! O que vai garantir de fato a produção adequada é o manejo correto da amamentação. A baixa produção não é uma doença que precisa ser medicada para ser tratada. Lembre-se que nem sempre o choro é sinal de fome! Em caso de dúvidas, procure um profissional especializado para te ajudar. Estamos à disposição!

4
mar

Ducto entupido: o que fazer?

Saiba se você está com ducto entupido e o que fazer

Uma  das causas de dor muito comum que as mães enfrentam durante a amamentação é a obstrução dos ductos. Isso ocorre quando o leite produzido em uma determinada região não é drenado corretamente, ou seja, quando a mama não está sendo esvaziada corretamente. Pode acontecer devido a pega incorreta em que o bebê não consegue extrair o leite de forma eficaz, ou a baixa freqüência de sucção ao seio, por isso a importância da amamentação em livre demanda. Outra causa freqüente da obstrução de ductos é a pressão exercida em alguma região, devido ao uso de sutiãs ou roupas muito apertados, ou o uso de cremes e pomadas, tampando assim os poros de saída do leite (falamos mais um pouco sobre o uso de pomadas e cremes nesse outro texto).

Como saber se estou com algum ducto entupido?

O ducto entupido provoca nódulos localizados, sensíveis e dolorosos, com vermelhidão e calor na área envolvida, e em geral não vem acompanhado de febre. Frequentemente está acompanhando de um pontinho branco, às vezes imperceptível no mamilo, que pode ser muito doloroso na hora de amamentar.

desenho mostrando um ducto obstruídoducto obstruído causa nódulo dolorido

E o que fazer se eu estiver com ducto entupido?

O melhor a se fazer é prevenir a obstrução dos ductos. Por isso é importante o manejo correto da amamentação, como já falamos anteriormente, amamentar em livre demanda, pega correta, e esvaziamento completo das mamas. Evite o uso de sutiãs muito apertados, assim como pomadas e cremes. Se mesmo assim você apresentar um quadro de ducto obstruído, é importante resolver logo para não evoluir para uma mastite. As medidas para o desbloqueio são as seguintes:

  • Mamadas freqüentes
  • Mudança de posição para mamar, oferecendo primeiro a mama afetada, com o queixo do bebê voltado para a região afetada, assim ele exercerá mais pressão nessa área favorecendo a saída do leite daquele local. Outra posição indicada é a da foto abaixo, pois a gravidade vai ajudar na descida do leite.

desenho de uma mulher amamentando de 4

  • Calor local (compressa morna – ATENÇÃO! FAÇA AS COMPRESSAS SOMENTE COM SUPERVISÃO DE UM PROFISSIONAL)
  • Ordenha manual ou com o uso da bombinha extratora, caso o bebe não consiga esvaziar a mama completamente
  • Se houver pontinho branco no mamilo, retirá-lo esfregando com uma toalha ou utilizando uma agulha esterilizada. Para esse procedimento sugerimos também o acompanhamento de um profissional especializado.

Vale lembrar que essas dicas não substituem uma consulta presencial. O diagnóstico deve ser feito por um profissional e a conduta é individualizada de acordo com cada caso. Estamos à disposição para ajudá-la!

24
out

Desmame gradual e gentil

Você deseja fazer um desmame gradual e gentil? Sem traumas para criança e para você? Nós podemos te ajudar!

Depois de tanto tempo amamentando, curtindo esse momento único entre você e seu filho com prazer e alegria, é chegada a hora do desmame. E nada mais justo que encerrar esse ciclo de forma gradual e gentil para que não gere traumas. Se conseguiram chegar até aqui, por que estragar tudo no final? Técnicas como utilizar produtos com cheiro e sabor desagradáveis nas mamas não são indicadas, pois vão na contra mão do que estamos dizendo: finalizar esse ciclo com gentileza e sem traumas. Imagine só como seria para o bebê, o tão amado tetê de repente passar a ter gosto ruim. Aquele que o acalmava e trazia conforto agora é um vilão que traz sensações ruins.

Da mesma forma, dizer para o bebê que “o mamá da mamãe ficou dodói” ou inventar outras desculpas para a criança não ir mais ao seio, não são legais, pois acreditamos que a relação entre mãe e filho deve ser sincera.

Mas então, como agir nesse momento?

O primeiro e mais importante passo é identificar se a hora do desmame chegou. Essa é uma decisão que cabe somente à mãe. É chegada a hora do desmame quando a amamentação deixa de ser prazerosa para a mãe. É importante identificar se realmente é o seu desejo deixar de amamentar ou se tem pensando nisso por pressão social. E se realmente for esse o momento, dê o primeiro passo sendo sempre sincera com seu filho. Tendemos a acreditar que por serem pequenos eles não entendem, mas entendem sim. Podem não entender completamente a mensagem falada, mas entendem pela linguagem corporal, pela entonação de voz, pelos gestos e pela forma que nos posicionamos. Mostre a ele que existem outras formas de vocês se comunicarem e manterem um vínculo que não seja necessariamente amamentando.

Por acreditarmos que cada família é única, sabendo que cada uma carrega particularidades e histórias diferentes, optamos em não compartilhar aqui técnicas específicas de desmame. Elas podem funcionar muito bem para uma mãe e para não tão bem para outra. O ideal é que sejam avaliadas de forma individualizada e seja traçado um planejamento de acordo com o perfil de cada uma. Portanto, se você deseja iniciar o desmame gradual, entre em contato com a gente. Será um prazer poder ajudá-la!

 

14
maio

Mindfulness na gravidez – Mindful Academy

O Festival Fora da Caixinha, realizado em dezembro de 2017, em Belo Horizonte, foi um evento para agregar saberes e vivências, que possibilitassem fomentar reflexões e aprendizados para um despertar consciente sobre diversos assuntos relacionados à infância, ao desenvolvimento humano e ao relacionamento familiar. Durante o Festival, conhecemos um pouquinho do trabalho das irmãs Andrea e Helade Cappai da Mindful Academy. Gostei muito de participar da oficina delas (vejam nas fotos do Emerson Lana abaixo). Tanto que pedi para escreverem um texto para nosso blog sobre os beneficios de se praticar mindfulness na gravidez.

Oficina "Mindfulness na gravidez" oferecida pela Mindful Academy

As irmãs Andrea e Helade Cappai na oficina “Mindfulness na gravidez” – Festival Fora da Caixinha

 

Audiência da oficina "Mindfulness na gravidez" - Festival Fora da Caixinha

A consultora Mônica na audiência da oficina “Mindfulness na gravidez” – Festival Fora da Caixinha

Elas nos atenderam, nos presenteando com este rico conteúdo que compartilhamos a seguir. Aproveitem!

 


Como incorporar uma gravidez mais consciente

Nós não praticávamos mindfulness quando estávamos grávidas e temos certeza que teria feito muita diferença para nós nesta fase de nossas vidas, mas pelo menos, podemos contar para as pessoas o que elas podem fazer para terem uma gravidez mais mindful. Listamos alguns dos benefícios da mindfulness na gravidez e 4 dicas sobre como você pode ser mais mindful nesta fase.

  1. Mindfulness reduz o estresse.
  2. Mindfulness estimula os sentimentos positivos.
  3. Mindfulness pode ajudar a prevenir parto pré-maturo.
  4. Mindfulness pode promover um desenvolvimento saudável do bebê.

Aqui estão 4 dicas para praticar mindfulness na gravidez.

 

Desacelere.

A gravidez pode ser uma grande oportunidade para aproveitar seu tempo. Tente evitar muitos compromissos e reserve um tempo só para você. Se você acha que você leva muito tempo para fazer qualquer coisa enquanto você está grávida, apenas espere. De repente, você está comprando carrinhos, bebê conforto, cadeirinha de bebê – sem falar das fraldas que parecem explodir toda vez que você acaba de sair de casa, e as inúmeras pequenas exigências. As palavras de Thich Nhat Hanh devem ser seguidas à risca: “sorria, respire e siga vagarosamente”. Seu corpo vai apreciar e seu bebê pode sentir a sua ansiedade, e ele também, irá aproveitar-se disso.

 

A gravidez leva o tempo que tem que levar.

É importante saber e pesquisar sobre o tipo de parto que você quer para fazer escolhas conscientes no nascimento de seu filho. Mas é igualmente valioso reconhecer que as coisas nem sempre vão de acordo com o que a gente planeja. Como a autora do livro “Mindful Birthing” diz, “O nascimento de uma criança não atende a relógios que ditam nossas vidas. É aí, que vem uma lição para todos nós”.

“Quando uma mudança de plano ocorreu com o nascimento do meu filho, eu fiquei abalada”, diz Aimee, e as enfermeiras falaram comigo, “Você tá ótima! Pare de chorar. A gente faz isso todos os dias,” e isso não ajudou em nada. O que ajudou foi a minha parteira dizer para elas que eu não conseguiria ter o meu parto em casa e que eu teria todo direito de me sentir decepcionada. E foi esse tempo todo que eu dei para aqueles sentimentos, um momento. Então, eu tomei a decisão consciente de abandonar e escolher estar presente no dia do nascimento do meu filho.

É verdade que ter um bebê saudável é a coisa mais importante do mundo, mas ignorar ou enterrar a sua resposta emocional fará com que tudo fique mais desafiador para se conectar com a chegada dele. Veja se você consegue se dar um momento para vivenciar o que quer que você esteja sentindo devido aos ajustes da nova vida. Sente-se, respire e talvez, deixe o sentimento ir.

 

Tenha uma boa noite de sono.

Esse um dos maiores desafios durante a gravidez e da maternidade. Mas se você se habituar a tirar sonecas durante a sua gravidez, você poderá ter esse mesmo hábito depois que seu bebê nascer, e se dormir não for uma tarefa fácil, você pode tentar fazer algumas práticas de meditação focadas na consciência corporal. Muitas alunas de yoga já notaram que o simples ato de sentir o espaço entre suas sobrancelhas, pode ajudar a suavizar e relaxar todo o rosto. Tente esse rápido escaneamento corporal:

Comece trazendo a sua atenção para o topo da sua cabeça e sinta o peso do seu crânio. Observe todos os músculos diferentes do seu rosto. Sinta o comprimento do seu pescoço e o peso dos seus braços. Observe a abertura das suas mãos e os seus dedos.

Siga sua respiração como se ela passasse por todo o seu tronco, enchendo seu peito, caixa torácica e barriga. Imagine que você consegue respirar por trás do seu bebê, enchendo sua lombar de ar. Sinta os lados e a parte da frente da sua barriga, cercando seu bebê como se você tivesse o enrolando em uma manta com sua respiração. Imagine-se nutrindo seu bebê com cada inspiração e abraçando-o em cada expiração.

Fique com esse movimento da sua barriga por um tempinho. Então, traga sua atenção para o peso dos seus quadris e pernas. Se você chegar nos seus pés você pode imaginar o seu corpo como um todo, veja sua respiração viajando para os lugares de mais tensão no seu corpo. Veja se cada expiração pode ajudar o seu corpo afundar mais profundamente na sua cama enquanto seus músculos relaxam. No pior dos cenários, você passou tempo com você mesma relaxando conscientemente e renovando seu corpo. No melhor dos cenários…. zzzz……

 

Deixe a sua prática adaptar ao seu filho.

A sua prática de mindfulness vai mudar consideravelmente quando o seu bebê chegar. O que era 1 hora de yoga por dia e meditação pode acabar sendo 10 minutos de meditação enquanto seu bebê dorme e/ou 10 minutos de alongamento enquanto você está abraçando seu bebê e/ou 10 minutos de concentração na sua respiração enquanto você amamenta. Vai demorar um tempinho ainda até que você volte a sua velha rotina, mas aproveitar esses minutinhos para praticar todos os dias podem fazer uma grande diferença no seu nível de energia, na sua paciência, e na sua habilidade de se envolver com o seu bebê e com os outros de forma positiva e consciente.

Boa hora pra você!

Mindful Academy

1
abr

Amamentação cruzada

Entenda por que a amamentação cruzada é proibida no Brasil

 

No dia 27 de Março, a Rede Globo mostrou em uma cena da novela das 21 horas uma cena lamentável. Primeiro a personagem disse que a mãe teria pouco leite, e já sabemos que se o leite não está sendo suficiente, é porque há algo de errado na amamentação. Por isso ela deve ser avaliada e os ajustes devem ser feitos para se adequar a produção (falamos um pouco mais sobre isso aqui e aqui, além de dar dicas de como aumentar a produção de leite).

A solução apresentada pela personagem foi que o bebê mamasse no seio de outra mãe. Mas essa prática, chamada de amamentação cruzada, é proibida no Brasil.

 

Vamos entender o porquê:

Existe o risco de transmissão de doenças como HIV, HTLV, hepatite e outros vírus durante a amamentação. Isso pode ser tanto da mãe para o bebê quanto o contrário. “Mas Mônica, eu conheço ela, é de confiança, sei que não tem doença nenhuma”. Todos nós estamos sujeitos a contrair doenças, independentemente de sermos “de confiança” ou não. Existe um período chamado janela imunológica, que é o intervalo entre contrair a doença e ela apontar alterações nos exames. Então, o bebê ou a mãe podem estar doentes e não saberem ainda.

Além disso, todos os dias surgem novos vírus. Futuramente, esse bebê poderá descobrir que contraiu alguma doença que ainda não foi descoberta nos dias de hoje.

 

E o leite que é doado?

Os leites doados aos bancos de leite passam pelos procedimentos de pasteurização necessários antes de serem oferecidos a outros bebês.

 

Se você tiver dúvidas ou dificuldade para amamentar, entre em contato com a gente. Será um prazer poder te ajudar!

9
mar

Dicas de amamentação – podcast Sem Choro

No mês passado participei do Podcast do Sem Choro, dando preciosas dicas de amamentação.

No início do mês, tive o prazer de participar de um bate papo com o Rafael Andrade do portal Sem Choro. Nessa conversa agradável e descontraída, dei algumas dicas básicas, mas importantíssimas sobre amamentação. Para os pais de primeira viagem, está imperdível.

Os principais assuntos abordados na conversa foram:

Como se preparar para amamentar

Tipos de leite materno

Principais benefícios da amamentação

A importância da livre demanda

Entre outros.

Quem ainda não ouviu, vale a pena conferir neste link aqui. Aproveitem para conhecer o portal Sem Choro e seu clubinho de vantagens. Os associados ao clubinho tem uma série de benefícios como descontos, brindes e promoções relacionados a produtos e serviços do segmento infantil. E é claro, fazemos parte também!

Em caso de dúvidas ou dificuldades com amamentação, entre em contato comigo. Estou á disposição para ajuda-los!

31
jan

O uso de cosméticos durante a amamentação

Tem dúvidas de quais os cosméticos pode utilizar enquanto amamenta? Nós vamos te ajudar!

 

A maioria das mulheres é vaidosa e gosta de se cuidar, não é mesmo? E não é só porque está amamentando que vai deixar de se sentir bonita. Mas eu posso utilizar cosméticos durante a amamentação sem riscos de prejudicar a saúde do bebê?

O Ministério da Saúde classifica o uso de cosméticos durante a amamentação em três grupos: uso compatível com a amamentação, uso criterioso durante a amamentação e uso contra indicado durante a amamentação. Isso significa que os de uso compatível são seguros para serem utilizados durante a amamentação; os de uso criterioso devem ser usados avaliando-se o risco/ benefício, durante o menor tempo e a menor quantidade possíveis; e os contra indicados não devem ser utilizados pelo risco evidente de efeitos colaterais. Estes mesmos critérios são utilizados para classificar o uso de medicamentos e outras drogas e substâncias, como já falamos um pouco mais aqui.

Classificação do uso de cosméticos durante a amamentação pelo Ministério da Saúde

Uso compatível com a amamentação:

  • Implantes de silicone (mais sobre este tema aqui)
  • Tinturas para cabelo (desde que não contenha o metal chumbo)

Uso criterioso durante a amamentação:

  • Amônia
  • Hidroquinona
  • Piercings (uso criterioso no mamilo, devido ao risco de danos aos ductos mamários)
  • Tatuagens (uso criterioso no mamilo e aréola, pelo risco de dermatite e obstrução de ductos)
  • Toxina Botulínica Tipo A (Botox)

Uso contra indicado durante a amamentação:

  • Formol (risco de intoxicação).

 

Caso ainda tenha alguma dúvida, converse com seu obstetra ou pediatra de seu filho. É sempre bom ter o respaldo de um profissional competente antes de tomar suas decisões. E lembre-se que as dicas que damos aqui, não substituem uma consulta.

 

Link para o material do Ministério da Saúde: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/amamentacao_uso_medicamentos_2ed.pdf

27
dez

Alimentos proibidos na amamentação

Será que existe mesmo uma lista de alimentos proibidos na amamentação?

Na nossa cultura, acredita-se que vários alimentos nunca podem ser consumidos pela mãe que amamenta, porque causariam cólicas ao bebê. Porém, a boa notícia é que não existe comprovação científica de alimentos proibidos na amamentação. O que é passado para o leite materno é somente aquilo que passa para o sangue da mãe (como álcool, drogas e alguns medicamentos). – De fato, álcool e drogas são realmente contra indicados na amamentação. Já o uso de medicamentos, caso seja necessário, consulte as dicas que damos aqui. – Gases são produzidos no intestino, e por isso não passam da mãe para o bebê.

Na realidade, as cólicas e desconfortos abdominais que os bebês apresentam ocorrem devido à imaturidade gastrointestinal. Isso pode ser agravado pela pega incorreta ao seio, levando a uma ingestão excessiva de ar. Por isso é importante manter sempre a pega correta. O uso de mamadeiras e outros bicos artificiais também favorece o aumento dos gases.

Mas é claro que, se você perceber que um ou outro alimento causou maior desconforto ao bebê, o ideal é evitá-lo. O que recomendamos é que isso seja feito após experimentar. Não se prive de nenhum alimento antes de saber se fará mal ou não. É importante ressaltar que essas orientações valem para bebês que não tem alergia ou alguma intolerância alimentar. Nestes casos, procure ajuda de um nutricionista.

A maternidade já é uma fase que exige muita privação. Se privar de comer o que gosta, além de desnecessário, poderá trazer prejuízos emocionais para a mãe mais importantes do que benefícios para o bebê. Ao primeiro sinal de cólica, certamente colocarão a culpa em você e sua alimentação. Mas você não é culpada disso! Com o amadurecimento gastrointestinal as coisas tendem a melhor. Por isso, não abra mão do que gosta de comer. Sempre com bom senso, é claro!

20
nov

Alimentação durante a gravidez

Dicas para uma boa alimentação durante a gravidez!

É comum que as mães fiquem preocupadas com a alimentação durante a gravidez para que seu bebê se desenvolva de forma saudável. Além disso, existe a preocupação com o ganho de peso, não é verdade? Se formos parar pra pensar, a alimentação da gestante na verdade deve ser nada mais nada menos do que a ideal para todos. Vamos dar algumas dicas e vocês entenderão o porquê.

Procure ter uma alimentação equilibrada e bem diversificada, dando preferência aos alimentos de origem vegetal, naturais e integrais. Feijões, cereais, legumes, verduras, frutas, castanhas, leites, carnes e ovos, tornam a refeição balanceada e saborosa. Evite ao máximo alimentos processados e ultra processados (enlatados, embutidos, macarrão instantâneo, refrigerantes, sucos artificiais, biscoitos recheados etc). Isto favorecerá a formação e o desenvolvimento adequado e saudável do seu bebê, além de ser bom para sua própria saúde.

Ao consumir carnes, retire a pele e a gordura em excessos. Evite o consumo excessivo de carne vermelha, alterne com peixe, frango, ovo ou outras fontes de proteína mais magra.

Para preparar os alimentos, evite o uso de óleos, açúcar e sal em excesso. Utilize temperos caseiros, e não os industrializados que são ricos em sódio e por isso prejudiciais a saúde.  Leia sempre os rótulos dos alimentos e prefira aqueles livres de gordura trans.

Consuma diariamente frutas, verduras e legumes da época. Eles são ricos em vitaminas e minerais, possuem poucas calorias e ajudam na prevenção da obesidade e de doenças crônicas.

Faça três refeições principais durante o dia (café da manhã, almoço e jantar), e pelo menos duas menores entre elas. Evite ficar “beliscando” e coma devagar. As refeições deverão ser feitas na mesa, sem distratores como televisão por exemplo.

Para diminuir o risco de anemia, consuma diariamente alimentos ricos em ferro (carnes, miúdos, feijão, lentilha, grão-de-bico, soja, folhas verde-escuras, grãos integrais, castanhas). Junto com esses alimentos, consuma frutas que sejam fontes de vitamina C, como laranja, caju, limão, acerola e goiaba. Além disso, é recomendável a ingestão de ácido fólico durante toda a gestação, e sulfato ferroso durante a gestação até o terceiro mês depois do parto.

Seguindo estas recomendações, você conseguirá manter a alimentação durante a gravidez bem equilibrada, com o ganho de peso adequado e garantindo a formação e crescimento saudável de seu filho. Claro que as condições de saúde particulares de cada mãe e cada bebê devem ser consideradas. Por isso, converse melhor com seu médico a respeito disso. Estas dicas não substituem uma consulta com o profissional capacitado.